O impacto de prácticas orgânicas no valor agregado da agricultura

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.52292/j.estudecon.2024.2867

Palabras clave:

sustentabilidade, produto orgânico, ambiente, generalized least square

Resumen

Este estudo busca analisar como a agricultura orgânica afeta o valor agregado da agricultura. Para isso, estimou-se um modelo econométrico de dados em painel, utilizando os métodos de Efeitos Fixos, Efeito Fixo Corrigido e GLS (Generalized Least Square), com dados de 1995 a 2018. Os resultados demonstraram que práticas associadas à agricultura orgânica causam impactos positivos e significativos no valor agregado dos produtos agrícolas, enquanto práticas relacionadas ao uso de ações não sustentáveis e degradantes impactam negativamente e significativamente no valor agregado dos produtos. Verificou-se ainda que, práticas da agricultura convencional, como uso de fertilizantes e pesticidas, apesar de apresentar um impacto positivo no valor agregado do produto agrícola, este foi significativamente inferior ao uso de práticas orgânicas.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

Akhter, N., & Ghani, E. (2010). Regional integration in South Asia: An analysis of trade flows using the gravity model. The Pakistan Development Review, 49(2), 105-118. doi: https://doi.org/10.30541/v49i2pp.105-118

Altieri, M., & Nicholls, C. (2018). Biodiversity and pest management in agroecosystems (2nd ed.). Boca Raton, FL: CRC Press.

Azzolini, B., Forner, C., Gorczyca, J., Bernardi, E., & Silveira, E. (2007). Diferença no preço de produtos convencionais e orgânicos e o perfil socioeconômico do consumidor de orgânico. Synergismus Scyentifica UTFPR, 02(1, 2, 3, 4).

Baltagi, B. H. (2021). Econometric analysis of panel data (6th ed.). Cham, Switzerland: Springer Nature Switzerland AG.

Brancher, P. C. (2011). As faces da certificação de produtos orgânicos no Brasil: O caso do mercado da Região Metropolitana de Curitiba – PR. Trabalho apresentado no 42º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração Rural. Cuiabá: UFMT/SOBER.

Breusch, T. S., & Pagan, A. R. (1980). The Lagrange multiplier test and its applications to model specification in econometrics. The Review of economic studies, 47(1), 239-253.

Cachero-Martínez, S. (2020). Consumer behaviour towards organic products: the moderating role of environmental concern. Journal of Risk and Financial Management, 13(12), 1-13.

Câmara dos Deputados. (2021). Inpe confirma aumento de quase 200% em queimadas no Pantanal entre 2019 e 2020. Consultado em 06/2021 e disponível em https://www.camara.leg.br/noticias/696913-inpe-confirma-aumento-de-quase-200-em-queimadas-no-pantanal-entre-2019-e-2020/

Capeche, C. L. (2012). Impactos das queimadas na qualidade do solo-degradação ambiental e manejo e conservação do solo e água. Trabalho apresentado no II Encontro Científico do Parque Estadual dos Três Picos. Instituto Estadual do Ambiente, Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro. Disponível em https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/956695/1/IIEncontroCientifico.pdf

Carbon Brief. (2020). Explainer: How climate change is affecting wildfires around the world. Consultado em 06/2021 e disponível em https://www.carbonbrief.org/explainer-how-climate-change-is-affecting-wildfires-around-the-world.

Chow, G. C. (1960). Tests of equality between sets of coefficients in two linear regressions. Econometrica, 28(3), 591-605. https://doi.org/1910133

De Gregori, T. R. (2008). Origins of the organic agriculture debate. Hoboken, New Jersey: John Wiley & Sons.

De Moraes, S. L., Massola, C. P., Saccoccio, E. M., da Silva, D. P., & Guimarães, Y. B. T. (2017). Cenário brasileiro da geração e uso de biomassa adensada. Revista IPT: Tecnologia e Inovação, 1(4), 58-73.

Delate, K. Duffy, M., Chase, C., Holste, A., Friedrich, H., & Wantate, N. (2003). An economic comparison of organic and conventional grain crops in a long-term agroecological research (LTAR) site in lowa. American journal of alternative agriculture, 18(2), 59-69.

Drinkwater, L. E., Wagoner, P., & Sarrantonio, M. (1998). Legume-based cropping systems have reduced carbon and nitrogen losses. Nature, 396(6708), 262-265.

Edwards-Jones, G., & Howells, O. (2001). The origin and hazard of inputs to crop protection in organic farming systems: are they sustainable? Agricultural systems, 67(1), 31-47.

Elliot, S. L., & Mumford, J. D. (2002). Organic, integrated and conventional apple production: why not consider the middle ground? Crop protection, 21(5), 427-429.

Empresa Brasileira De Pesquisa Agropecuária. (2021). Low carbon agriculture. Consultado em 06/2021 e disponível em https://www.embrapa.br/en/tema-agricultura-de-baixo-carbono/perguntas-e-respostas

Empresa Brasileira De Pesquisa Agropecuária. (2021). Study finds that 30% of world soils are degraded. Consultado em 06/2021 e disponível em https://www.embrapa.br/en/busca-de-noticias/-/noticia/14343883/estudo-revela-que-30-dos-solos-do-mundo-estao-degradados

FiBL Statistics - Research Institute of Organic Agriculture. (2021). Data. Consultado em 06/2021 e disponível em https://statistics.fibl.org/world/key-indicators.html?tx_statisticdata_pi1%5Bcontroller%5D=Element2Item&cHash=ba0aa70d46b2bb18dca4638c75aa654e

Food and Agriculture Organization of the United Nations - Faostat. (2004). The Scope of Organic Agriculture, Sustainable Forest Management and Ecoforestry in Protected Area Management. Consultado em 06/2021 e disponível em https://www.fao.org/3/y5558e/y5558e00.htm.

Food and Agriculture Organization of the United Nations - Faostat. (2015). Status of the World’s Soil Resources. Consultado em 06/2021 e disponível em https://www.fao.org/3/i5199e/i5199e.pdf

Food and Agriculture Organization of the United Nations - Faostat. (2021). Data. Consultado em 06/2021 e disponível em http://www.fao.org/faostat/en/

Finatto, J., Altmayer, T., Martini, M. C., Rodrigues, M., Basso, V., & Hoehne, L. (2013). A importância da utilização da adubação orgânica na agricultura. Revista destaques acadêmicos, 5(4), 85-93.

Gaspari, L. C. D., & Khatounian, C. A. (2016). Características das famílias, estruturação da produção e estratégias de comercialização em um assentamento de reforma agrária. Revista de Economia e Sociologia Rural, 54(2), 243-260. https://doi.org/10.1590/1234.56781806-947900540203

Gliessman, S. R. (2007). Agroecology: Ecological Processes in Sustainable Agriculture (2a ed.). Boca Raton, FL: CRC Press.

Gold, M. V., & Gates J. P. (2007). Tracing the evolution of organic/sustainable agriculture: A selected and annotated bibliography. Consultado em 06/2021 e disponível em http://www.nal.usda.gov/afsic/pubs/tracing/tracing.shtml.

Gomiero, T., Pimentel, D., & Paoletti, M. G. (2011). Environmental impact of different agricultural management practices: conventional vs. organic agriculture. Critical reviews in plant sciences, 30(1-2), 95-124.

Gonzalez, A. D. (2014). Caracterização e análise comparativa de cinzas provenientes da queima de biomassa. [Tese de Mestrado, Universidade Estadual de Campinas]. São Paulo: UNICAMP.

Greenaway, D. (2000), Multilateralism, Minilateralism and Trade Expansion. In D. Das (Ed.) Asian Exports. Oxford: Oxford University Press.

Greene, W. H. (2008). Econometric analysis. (6th ed.). New Jersey: Prentice Hall.

Hausman, J. A. (1978). Specification tests in econometrics. Econometrica, 46(6), 1251-1271.

Hirantha, S. W. (2004). From SAPTA to SAFTA: Gravity analysis of South Asian free trade. European Trade Study Group (ETSG). Disponível em https://www.etsg.org/ETSG2004/Papers/hirantha.pdf

International Movement of Organic Agriculture Movements - IFOAM. (2010). Definition of Organic Agriculture. Consultado em 06/2021 e disponível em http://www.ifoam.org/growingorganic/definitions/doa/index.html.

Janssen, M., & Hamm, U. (2012). Product labelling in the market for organic food: Consumer preferences and willingness-to-pay for different organic certification logos. Food quality and preference, 25(1), 9-22.

Kirchmann, H., & Thorvaldsson, G. (2000). Challenging targets for future agriculture. European Journal of Agronomy, 12(3-4), 145-161.

Koepf, H. H. (1976). Biodynamic Agriculture: An Introduction. Spring Valley, New York: The Anthroposofic Press.

Kristiansen, P., Taji, A. & Reganold, J. P. (Eds.) (2006). Organic agriculture: a global perspective. Clayton, Australia: CSIRO publishing.

Lampkin, N. (2002). Organic Farming. (Rev. ed.). Suffolk, UK: Old Pond Publishing.

Lee, T. L. (2017). Conservation and Economic Generation of Indigenous Community in Integrated Tropical Fruits Reforestation. Terengganu International Finance and Economics Journal, 2(1), 46-55.

Leite, M. K. (2013). Caracterização tecnológica da madeira de Corymbia maculata, Eucalyptus cloeziana e E. resinifera para a aplicação no design de Produtos de Maior Valor Agregado (PMVA). [Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo]. doi: 10.11606/T.11.2013.tde-30012014-113252

Lima, S. K., Galiza, M., Valadares, A. A. & Alves, F. (2020). Produção e consumo de produtos orgânicos no mundo e no Brasil. (Texto para discussão No. 2538). Rio de Janeiro: IPEA.

Lombardi, M. F. S., Moori, R. G. & Sato, G. S. (2003). Estudo de mercado para produtos orgânicos através de análise fatorial. Trabalho apresentado no XLI Congresso Brasileiro da SOBER Instituto de Economia Agrícola, Juiz de Fora, MG. Disponível em http://www.iea.sp.gov.br/out/verTexto.php?codTexto=803

Lotter, D. W. (2003). Organic agriculture. Journal of sustainable agriculture, 21(4), 59-128.

Meyfroidt, P., Rudel, T. K., & Lambin, E. F. (2010). Forest transitions, trade, and the global displacement of land use. Proceedings of the National Academy of Sciences, 107(49), 20917-20922.

Moraes, M. D., & de Oliveira, N. A. M. (2017). Produção orgânica e agricultura familiar: obstáculos e oportunidades. Desenvolvimento Socioeconômico em Debate, 3(1), 19-37.

Neves, M. C. P. (2004). Agricultura orgânica-uma estratégia para o desenvolvimento de sistemas agrícolas sustentáveis. Seropédica, RJ: EDUR.

Noblet, C. L., & Teisl, M. F. (2015). Eco-labelling as sustainable consumption policy. In L. A. Reisch & J. Thøgersen Handbook of research on sustainable consumption (Part 6, Cap. 19, pp. 300-312,) Cheltenham: Edward Elgar Publishing. DOI: https://doi.org/10.4337/9781783471270.00031

Nobre, C. A. (2018). Mudanças climáticas e o Brasil–Contextualização. Parcerias estratégicas, 13(27), 7-18.

Penteado, S. R. (2001). Agricultura orgânica. Piracicaba: ESALQ-Divisão de Biblioteca e Documentação.

Pereira, A. M. O. (2017). Análise dos custos do adubo químico e orgânico na produção de alface (Lactuca sativa L.) no Distrito Federal. [Monografia Bacharelado em Gestão de Agronegócios]. Universidade de Brasília, Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Brasília, Distrito Federal.

Pimentel, D., & Patzek, T. W. (2005). Ethanol production using corn, switchgrass, and wood; biodiesel production using soybean and sunflower. Natural resources research, 14(1), 65-76.

Pintor, G. M. Z. D. (2020). Expansão da agricultura orgânica e os desafios enfrentados por produtores brasileiros na produção e exportação de orgânicos.

Reganold, J. P., Glover, J. D., Andrews, P. K., & Hinman, H. R. (2001). Sustainability of three apple production systems. Nature, 410(6831), 926-930.

Reganold, J. P., & Wachter, J. M. (2016). Organic agriculture in the twenty-first century. Nature plants, 2(2), 1-8.

Resende, S. A., & Júnior, J. C. R. (2011). Cultivo orgânico: origem, evolução e importância socioeconômica e ambiental. Enciclopèdia Biosfera, 7(13). Disponível em https://www.conhecer.org.br/enciclop/2011b/ciencias%20ambientais/cultivo%20organico.pdf

Rigby, D., & Cáceres, D. (2001). Organic farming and the sustainability of agricultural systems. Agricultural systems, 68(1), 21-40.

Rosa, M. F. Souza Filho, M. S. M., Figueiredo, M. C. B., Morais, J. P. S., Santaella, S. T., & Leitão, R. C. (2011). Valorização de resíduos da agroindústria. Trabalho apresentado no II Simpósio Internacional sobre Gerenciamento de Resíduos Agropecuários e Agroindustriais. Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustria, Foz do Iguaçu, PR. Disponível em http://www.sbera.org.br/2sigera/obras/p12.pdf

Sambuichi, R. H. R., Oliveira, M. A. C., Silva, A. P. M., & Luedemann, G. (2012). A sustentabilidade ambiental da agropecuária brasileira: impactos, políticas públicas e desafios (Texto para Discussão No.1782). Brasília: IPEA.

Śmiglak-Krajewska, M., & Wojciechowska-Solis, J. (2021). Consumer versus organic products in the COVID-19 pandemic: Opportunities and barriers to market development. Energies, 14(17), 5566. https://doi.org/10.3390/en14175566

Sirieix, L., Kledal, P. R., & Sulitang, T. (2011). Organic food consumers' trade‐offs between local or imported, conventional or organic products: a qualitative study in Shanghai. International Journal of Consumer Studies, 35(6), 670-678.

Tilman, D., Cassman, K. G., Matson, P. A., Naylor, R., & Polasky, S. (2002). Agricultural sustainability and intensive production practices. Nature, 418(6898), 671-677.

Trewavas, A. (2001). Urban myths of organic farming. Nature, 410(6827), 409-410.

Trewavas, A. (2004). A critical assessment of organic farming-and-food assertions with particular respect to the UK and the potential environmental benefits of no-till agriculture. Crop protection, 23(9), 757-781.

Vermeir, I., & Verbeke, W. (2006). Sustainable food consumption: Exploring the consumer “attitude–behavioral intention” gap. Journal of Agricultural and Environmental ethics, 19(2), 169-194.

Wooldridge, J. M. (2016). Introdução a Econometria: uma abordagem moderna. São Paulo: Cengage Learning.

Wu, J., & Sardo, V. (2010). Sustainable versus organic agriculture. In E. Lichtfouse (Ed.). Sociology, organic farming, climate change and soil science (pp. 41-76). Dordrecht: Springer.

Publicado

2024-01-05

Cómo citar

Lisbinski, F. C. (2024). O impacto de prácticas orgânicas no valor agregado da agricultura. Estudios económicos, 41(82), 95–124. https://doi.org/10.52292/j.estudecon.2024.2867

Número

Sección

Artículos